Andou de roda de mim toda a tarde... a danada. A espraiar as suas asas, seduzindo-me como quem não quer a coisa... estancava por segundos a desafiar os meus instintos, cirandava ao redor, olhos fixos num azul a perseguir, como quem diz, vem...
comigo; vem comigo...
Fez-me companhia lá no alto, aterrando ao de leve como a oferecer-se para ser notada. Fez-me companhia quando trocou risadas ( para mim eram risadas) ao ludibriar-me com poses que nunca consegui captar através da máquina, que alucinada, focava em milhentas direcções.
Por fim, deixou-se cair num esquecimento qualquer, segundos a mirar o horizonte, talvez a rota a seguir, como se eu nem estivesse por ali. Foi aí que... zás! Apanhei-a meio tremida, neste momento de reflexão.
De rabo alçado, levantou vôo e nunca mais lhe pus a vista em cima, pois no fundo, estraguei-lhe a dimensão que a encerrava.
Fiquei só, do meu pedestal, a sentir o peso rouco do oceano...
Fez-me companhia lá no alto, aterrando ao de leve como a oferecer-se para ser notada. Fez-me companhia quando trocou risadas ( para mim eram risadas) ao ludibriar-me com poses que nunca consegui captar através da máquina, que alucinada, focava em milhentas direcções.
Por fim, deixou-se cair num esquecimento qualquer, segundos a mirar o horizonte, talvez a rota a seguir, como se eu nem estivesse por ali. Foi aí que... zás! Apanhei-a meio tremida, neste momento de reflexão.
De rabo alçado, levantou vôo e nunca mais lhe pus a vista em cima, pois no fundo, estraguei-lhe a dimensão que a encerrava.
Fiquei só, do meu pedestal, a sentir o peso rouco do oceano...
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