sábado, 24 de novembro de 2012

 
 Foto de Yann Pendaries        
 
 
Antigamente, lá mais para trás, eu complicava tudo; era muito nova, muito "pelo na venta", muito metidinha no meu mundo...
Hoje continuo metidinha no meu mundo, mas duma maneira completamente humilde... ( o que é que afinal se conquista? o que é que afinal se tem que mostrar aos outros? o que é que afinal é mesmo nosso?)

Um dia destes, vamos ao médico e a história é sempre a mesma: exames, por causa disto e daquilo;
análises por causa disto ou daquilo; sempre a pairar qualquer coisa mal, que não se liga, porque antigamente estava sempre tudo bem. Surpresa das surpresas o agora traz sempre algo que não está bem: Irra!

Olha-se para o lado: o cancro ou o "cagaço" do cancro acompanha a nossa jornada; ou é um vizinho, ou é um amigo, ou há a suspeita sobre nós mesmos, ou isto ou aquilo...
Portanto, o que se leva mesmo é saber estender as mãos, agradecer o bom que nos apareça pela frente, absorvê-lo porque não é de se demorar, deixarmo-nos de "narizes empinados", manda pedra aqui, manda outra acolá, põe ali um filtro, e tal e tal e tal... e começarmos a respeitar tudo o que nem sequer damos conta que existe à nossa volta.

O tempo conta-se ao contrário, percebem?
E por enquanto, há tempo para isto.

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